
A dificuldade em escrever está na frieza das palavras. As palavras, por si só não têm sentimentos, quando isoladas. Precisam ser bem combinadas. Quando escrevo, na maioria das vezes escrevo uma vez somente. Não tenho o hábito de fazer rascunhos e nem de guardar textos para publicar, a não ser quando a necessidade exige. Sento em frente ao computador e escrevo. Me sinto mais sincero e autêntico assim (é um sentimento pessoal, e nada tenho contra os que fazem diferente).
Falar é mais difícil que escrever, porque, numa conversa ao vivo, as possibilidades de nos desnudarmos é muito maior. O brilho nos olhos, os lábios trêmulos, a gagueira da tensão, os trejeitos, os gestos das mãos, o desvio de olhares, etc.; tudo contribui para que sejamos descobertos, ou pelo menos desconfiados, em nossas emoções. E gosto mais de falar e ouvir falar, que escrever ou ler.
Mas escrevo porque gosto. E nem faço isso tão bem assim. E escreverei no blog porque descobri uma forma de trocar impressões e informações- edificantes ou não. Os blogs que visito frequentemente me trazem essas emoções, cada qual em seu estilo- e me entretenho tanto nos escritos alguns ainda, embora eu esteja sem um blog regular há muito tempo.
O post de hoje é uma retomada.
Automaticamente (como qualquer mortal) transfiro estados de alma para aqueles que me lêm. Não é por escrever palavras selecionadas, ou construir frases caprichadas que colherei entendimento. Mesmo que minha gramática seja corretíssima, é preciso que eu me atente nos sentimentos que vou impregnar nela. Como nossa palavras está carregada de nosso próprio espírito ou alma, injetamos nela os nossos sentimentos a todos aqueles que tem contato com o que escrevemos. Pode ser um sentimento de desejo de melhoria, ou de tristeza ou de alegria.
Meus escritos são pequenos traços do que carrego, ou esforço-me por carregar em meu coração. Algumas outras coisas que escrevo podem ser somente o que ainda almejo, mas a identificação com o que penso e sinto se mantém- não é assim com vocês também? Emmanuel diz que cada frase é semente viva. Pelas palavras influenciamos, mesmo que indiretamente.
Proponho que estudemos nossas palavras, cada vez mais, para entendermos sua importância na Vida. O diálogo é como um agente que expõe nosso mundo íntimo. A palavra é como o espelho que nos reflete a personalidade. Carregada de sentimentos, que sejam sempre sinceras e, imbuídas nas boas intenções, possam cada vez mais estreitar nossas relações com as outras pessoas e seus mundos, compartilhando mistérios, belezas e afetos.
Que sejam frutíferos os diálogos estabelecidos aqui.
E que sejamos cumplíces no esforço pela busca de troca de idéias.
Tentarei postar semanalmente.
E, como sempre foi, visitar a todos que me visitam.
E, na medida do possível, responder a todos que pedirem.
E, conforme meu senso, ser o mais impessoal possível.
E, muitos textos serão os já escritos, repaginados!
Em breve.
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